Evento “Vozes Que Salvam” reuniu autoridades da segurança, saúde, assistência social, executivo e legislativo para discutir o fortalecimento da rede de proteção e a conscientização da sociedade
O Conselho Municipal de Direitos da Mulher de Vilhena (CMDM) realizou, nesta terça-feira, 31, na Câmara Municipal de Vereadores, o projeto “Vozes Que Salvam – Mulheres Unidas Pela Vida”. Com o tema “Diálogos Pela Vida: Construindo Caminhos Para o Fim do Feminicídio em Vilhena”, o encontro marcou o encerramento do mês da mulher com foco na construção de estratégias de prevenção e acolhimento.
Durante a mesa de conversa, a presidente do CMDM, Eline Bispo, ressaltou que o objetivo central foi promover o diálogo e a reflexão conjunta entre instituições e sociedade. O evento contou com a participação da delegada regional da Polícia Civil, Solangela Barros Guimarães; dos cabos da Polícia Militar, Rafael da Silva Alves e Lucilene Moraes, ambos da Patrulha Maria da Penha; das psicólogas Lady Daiana Souza da Silva (Saúde) e Rosana Bueno (CREAS); além das vereadoras Amanda Areval e Oziane Germiniano.
Dados apresentados durante o debate revelaram a gravidade do cenário em Rondônia. Segundo a delegada, o estado ocupa a segunda posição proporcional no ranking nacional de feminicídios. No último ano, foram registrados 25 casos no estado, sendo três deles em Vilhena. A delegada enfatizou que o feminicídio é o ápice da violência doméstica e gera impactos geracionais, onde filhos podem reproduzir comportamentos agressivos ou de vitimização no futuro.
No âmbito operacional, o CB PM Rafael da Silva Alves informou que Vilhena possui atualmente 373 medidas protetivas ativas, todas acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha. O trabalho consiste em visitas domiciliares, orientações técnicas sobre direitos e encaminhamentos para a rede de assistência social. Um dos pontos de destaque no debate foi a necessidade do envolvimento dos homens na causa. Para o policial, a participação masculina é essencial para a correção de comportamentos e a convivência pacífica em sociedade.
Ao final do encontro, Eline Bispo avaliou positivamente a adesão da comunidade e reforçou que o projeto é um passo inicial. “Foi um momento de compartilhar experiências e apresentação de projetos. Saímos felizes com este primeiro diálogo, que deve permanecer para que possamos ter avanços efetivos no combate à violência contra a mulher”, concluiu a presidente do Conselho.
